Fez parte do nosso show, meu amor....
Se o começo em nada se assemelha a um arroubo, de que serve?
Empaca.
Arroubos não só garantem continuidade, mas qualidade...
Os que vem fora de hora, particularmente impertinentes, vão parar em guardanapos e programas de exposições. Costumam se perder naqueles cinco minutos que precedem o sono, ou nos intervalos de traillers de cinema. Tento não pensar nas varias linhas, livros, obras inteiras, que pairam por ai, sobre as cabeças quentes, vindas da evaporação das idéias... Anos de trabalho cognitivo e poetico.
Séculos...
O começo desse blog foi morno. E assim ele se manteve por meses... Mas o post final tomou vida propria e se permitiu ser nada objetivo, muito menos jornalístico. Não censurando nenhuma divagaçao...
Apesar de eu simplesmente achar muita prepotência chamar de poesia coisas que se escrevem sobre teclas, e que pretendem se colocar na mesma categoria de textos como o do Caio F. de Abreu:
“Pelas tarde poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia uma grande gema de ovo num céu azul sem nuvens, ninguém conseguia trabalhar direito na repartição. Quase todos tinham a nítida impressão de que seriam infelizes para sempre. E foram.”
Nos despedimos lamentando que o Caio não tenha escrito isso falando de novembro, pq seria perfeito pro final desse blog.

